
Naquela noite nada previa o que aconteceu...
Saí à rua vestida de nada, caminhei em tua direcção até que te vi à minha procura com o olhar...
Quando o teu olhar se cruzou com o meu, acendeu-se uma chama, senti um arrepio de calor, senti uma vontade louca de correr para te beijar e para te abraçar, para sentir o teu corpo nu, colado ao meu...
Olhamo-nos mais uma vez e fomos interrompidos pelo som de várias vozes que gritavam, como se de um movimento de revolução se tratasse...
Olhei para o lado e estavas tu, a olhar-me... Quiseste beijar-me no meio daquela imensidão de gente, quiseste ter-me nos teus braços ali, quiseste que eu fosse tua naquele preciso momento...
Nada, disse, nada poderás fazer enquanto aqui estivermos, nada poderemos fazer apesar de ser contra a nossa vontade, nada conseguimos enquanto não ficarmos apenas nós, só nós no nosso mundo...
Assim foi, levaste-me para lá, caminhamos por entre pinhais, escalamos altas montanhas, nadamos um rio revolto, até que chegamos ao nosso recanto...
Frente à lareira, perguntaste se eu queria casar contigo, brindamos com o vinho tinto que já tinhas servido naqueles magníficos copos de cristal...
Não te respondi...
Hoje, olhas-me com ar de interrogação, esperas uma resposta, esperas um movimento meu para avançares com todos os preparativos.... e eu digo-te...
Claro que sim, é contigo que quero ficar, é contigo que vejo todo o meu futuro, é contigo que realmente irei ser Feliz....

Ad Aeternum
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