Nada, nada nem ninguém poderiam parar a loucura de querer dar mais um passo.
Na escuridão todos ficam iguais, todos parecem seres completamente inalcansáveis e cúmplices, doces e amáveis e assim era como eu me sentia naquela noite, uma princesa. Ouvimos aquela música e dançamos ao seu som, bebemos aquela bebida e deliciamo-nos, sentimos os nossos corpos suados de encontro um no outro, foi como uma união de duas cores que se tornou em uma cor única, bela e única.
Foi ali que vi que afinal, tal como diz Rui Veloso, ouvimos a mesma canção, porque sem isto o amor não poderá existir.
Mostrei-te este amor, mostraste-me o outro. Mostraste-me o gosto pelo sol e eu, mostrei-te o gosto pelas estrelas. Mostras-teme o gosto pelo mar e eu, mostrei-te o gosto pela areia fina e branca. Mostraste-me o gosto pelo amor e eu, mostrei-te o gosto pela loucura. Mostraste-me como me querias e eu, mostrei-te o como te aceitaria.
Nada, nada nem ninguém poderiam parar a loucura de querer dar mais um passo.
Dar mais um passo seria como estar no alto de um precipício e dar o passo fatal, mas neste caso, cair nos teus braços, ser amparada por ti e em seguida deliciar-me nos teus beijos. Recordando aquela noite em que partimos os dois de mão dada, ao luar, em direcção ao que mais ambicionavamos, o mar, aquele mar brilhante, a luz da lua, o som da tua voz, o sabor do teu beijo, o meu corpo no teu, unimo-nos e fomos apenas um...
Peço para me retirares deste mundo e saltares comigo daquele precipício, saltamos para uma nova dimensão, cometemos a maior loucura de todas e viveremos a melhor vida de sempre. Faremos o que sempre sonhamos, voaremos para longe, sempre em direcção ao futuro...
Amar-te-ei até ao infinito...

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